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Alêssa Bastos
julho 13, 2026

Como planejar a Black Friday 2026 a partir de julho

Composição com pequeno carrinho de compras e notebookExiste um padrão que se repete todos os anos.

 

À medida que novembro se aproxima, milhares de vendedores começam a revisar preços, negociar descontos com fornecedores e reforçar estoques.

 

O problema é que, nesse momento, boa parte das decisões que realmente influenciam o desempenho da Black Friday já foi tomada: pelo mercado, pelos concorrentes e pelos próprios algoritmos dos marketplaces.

 

A Black Friday deixou de ser um evento concentrado em um único dia.

 

Hoje ela é o resultado de um processo que começa meses antes, quando categorias iniciam sua aceleração, marcas ampliam participação, vendedores reposicionam seus catálogos e consumidores começam a construir intenção de compra.

 

Para operações mais maduras, o planejamento da Black Friday deve começar meses antes de novembro.

 

Julho representa justamente esse ponto de inflexão: ainda existe tempo para analisar o mercado, ajustar estoque, revisar preços e testar estratégias sem o custo de reagir quando os movimentos da concorrência já estão consolidados.

 

Mais do que preparar uma campanha promocional, o desafio passa a ser responder algumas perguntas estratégicas.

 

Quais categorias devem ganhar participação até novembro?

 

Quais produtos tendem a concentrar investimento dos concorrentes?

 

Onde existe espaço para capturar demanda antes que a disputa por preço se intensifique?

 

Responder essas questões exige uma mudança de perspectiva: deixar de olhar apenas para a própria operação e começar a interpretar os movimentos do mercado.

 

Planejar a Black Friday com antecedência significa combinar o histórico de vendas com a evolução das categorias, as tendências de demanda, os movimentos dos concorrentes, o planejamento de estoque e a estratégia de preços e sortimento.

 

Essa leitura ajuda a reduzir decisões baseadas apenas em intuição e permite chegar a novembro com uma estratégia mais consistente.

 

 

Aqui, você encontrará:

 

A Black Friday começa quando a concorrência ainda parece parada

 

Um dos maiores equívocos é imaginar que a disputa acontece somente durante o evento.

 

Na prática, ela começa quando vendedores passam a disputar fornecedores, disponibilidade de estoque, posicionamento de catálogo e visibilidade dentro dos marketplaces.

 

Quando um produto entra em ruptura em outubro, dificilmente haverá tempo para uma reposição eficiente.

 

Quando o principal concorrente amplia seu sortimento em setembro, provavelmente essa decisão foi tomada meses antes.

 

Quando uma marca ganha relevância nas buscas durante novembro, normalmente ela já acumulou semanas de histórico positivo em vendas, disponibilidade e competitividade.

 

No Mercado Livre, acompanhar esses movimentos ao longo dos meses ajuda a entender como a dinâmica de uma categoria está mudando antes que o aumento da demanda da Black Friday fique evidente.

 

Por isso, julho não representa apenas antecedência operacional.

 

Representa a oportunidade de construir vantagem antes que ela fique visível para todo o mercado.

 

O histórico da Black Friday não serve para repetir decisões

 

Muitos vendedores utilizam a edição anterior como referência. Isso faz sentido, desde que o objetivo não seja simplesmente reproduzir o que aconteceu.

 

A pergunta mais importante não é "o que vendeu mais?", mas "por que vendeu mais?".

 

Existem produtos que lideram em volume porque receberam descontos agressivos.

 

Outros cresceram devido à redução do número de concorrentes.

 

Há também categorias cujo desempenho foi consequência de mudanças no comportamento do consumidor ou da entrada de novas marcas. Separar esses fatores permite identificar tendências estruturais em vez de interpretar apenas resultados pontuais.

 

Da mesma forma, analisar somente faturamento pode mascarar problemas importantes.

 

Uma categoria pode apresentar crescimento expressivo e, ao mesmo tempo, reduzir margem devido ao aumento da pressão competitiva.

 

Outra pode vender menos unidades, mas ampliar significativamente sua rentabilidade.

 

Sem essa leitura, decisões para novembro passam a ser construídas sobre indicadores incompletos.

 

O que os dados revelam antes da Black Friday 

 

Dados da Nubimetrics sobre o nicho de Maquiagem no Mercado Livre mostram que a demanda começou a ganhar força antes da Black Friday. Entre julho e novembro de 2025, o número de unidades vendidas cresceu mais de 30%.

 

A aceleração ficou mais evidente a partir de outubro, quando as vendas avançaram cerca de 15% em relação ao mês anterior, indicando que o movimento de alta já estava acontecendo antes de novembro.

 

No mesmo período, o preço médio apresentou uma leve redução, passando de R$ 56 em julho para R$ 53 em novembro.

 

Também houve mudanças no que ganhou destaque dentro do nicho. Em julho, glosses e kits da Fran by Franciny Ehlke estavam entre os produtos mais vendidos. Em novembro, o ranking passou a reunir itens como kits de pincéis, organizadores de gaveta, corretivos e blushes.

 

As buscas também revelam mudanças no interesse dos consumidores. Kiko Milano e Sheglam permaneceram entre os termos mais pesquisados nos dois períodos, enquanto Natasha Denona ganhou espaço em novembro.

 

Esses movimentos ajudam a entender não apenas quanto o nicho vendeu, mas quando a demanda começou a acelerar e como os interesses dos consumidores se transformaram nos meses que antecederam a Black Friday.

 

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O comportamento dos concorrentes costuma antecipar os movimentos do mercado

 

Em mercados competitivos, mudanças raramente acontecem de forma isolada.

 

Quando grandes vendedores começam a ampliar determinada categoria, isso normalmente indica uma expectativa de crescimento.

 

Quando diversas operações reduzem exposição em outra linha de produtos, pode existir deterioração de margem, excesso de oferta ou mudança na demanda.

 

Por isso, acompanhar concorrentes vai muito além da comparação de preços.

 

Vale observar questões como:

 

  • expansão ou redução do sortimento;

  • entrada de novas marcas;

  • concentração de investimento em determinadas categorias;

  • velocidade de reposição de estoque;

  • frequência de alterações de preço;

  • produtos que começam a ganhar destaque antes do pico sazonal.

 

Esses sinais ajudam a identificar tendências quando elas ainda estão se formando.

 

Quem espera novembro para observar o mercado normalmente encontra movimentos que já estão consolidados.

 

A decisão mais importante da Black Friday não é o desconto

 

Existe uma percepção de que competitividade está diretamente ligada ao menor preço. Na prática, operações maduras costumam trabalhar outra lógica.

 

O objetivo passa a ser construir uma arquitetura de rentabilidade.

 

Isso significa entender quais produtos funcionam como aceleradores de tráfego, quais sustentam margem e quais ampliam o ticket médio por meio da complementaridade.

 

Nem todo SKU precisa participar da mesma estratégia promocional.

 

Em muitos casos, preservar margem em itens de menor sensibilidade ao preço gera um resultado financeiro superior ao de aplicar descontos lineares em todo o catálogo.

 

Essa decisão depende de uma leitura contínua do comportamento da categoria, da elasticidade da demanda e da intensidade competitiva observada ao longo dos meses.

 

Na Black Friday, estoque deixou de ser apenas uma questão operacional

 

Durante muito tempo, planejamento de estoque foi tratado apenas como responsabilidade logística.

 

Hoje ele representa uma variável estratégica.

 

Estoques excessivos comprometem capital e reduzem flexibilidade. Estoques insuficientes limitam participação justamente quando a demanda atinge seu ponto máximo.

 

Entre esses extremos existe um equilíbrio construído a partir da combinação de diferentes informações:

 

  • evolução da categoria;

  • velocidade de giro;

  • disponibilidade dos fornecedores;

  • concentração das vendas;

  • comportamento competitivo;

  • tendência de crescimento da demanda.

 

Quanto maior a qualidade dessas informações, menor a dependência de projeções intuitivas.

 

Em julho, é hora de testar estratégias para a Black Friday, não de executar campanhas

 

Outro benefício de iniciar o planejamento com antecedência é a possibilidade de validar decisões.

 

Pequenos ajustes realizados entre julho e outubro produzem sinais importantes sobre comportamento do consumidor.

 

  • Mudanças de posicionamento.

  • Ampliação de catálogo.
  • Novos agrupamentos de produtos.
  • Reposicionamento de preços.

 

Esses movimentos permitem reduzir incertezas antes que o investimento da Black Friday seja concentrado.

 

Em vez de descobrir durante novembro que determinada estratégia não funciona, a operação chega ao evento com decisões já validadas pelo próprio mercado.

 

Analisar tendências ajuda a antecipar a demanda da Black Friday

 

Existe uma diferença importante entre acompanhar indicadores e interpretar tendências.

 

Indicadores mostram o que aconteceu. Tendências ajudam a compreender o que provavelmente acontecerá.

 

Essa distinção ganha ainda mais relevância em eventos sazonais.

 

Enquanto parte do mercado observa apenas desempenho histórico, vendedores mais preparados conseguem identificar mudanças na composição da demanda, crescimento de novas categorias e alterações na dinâmica competitiva antes que elas apareçam nos resultados consolidados.

 

No Mercado Livre, dados sobre demanda, sazonalidade, preços, categorias e concorrência ajudam a construir essa leitura e a identificar mudanças no mercado antes do pico da Black Friday.

 

Essa capacidade reduz o tempo de resposta e amplia as oportunidades de capturar participação de mercado.

 

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A Black Friday é decidida antes de novembro

 

Existe uma falsa sensação de que novembro concentra todas as decisões importantes.

 

Na realidade, novembro apenas revela a qualidade das decisões tomadas nos meses anteriores.

 

Operações que chegam ao evento discutindo fornecedores, estoque ou estratégia comercial normalmente estão tentando recuperar tempo perdido.

 

Já aquelas que utilizaram julho para interpretar o mercado, identificar oportunidades, revisar seu posicionamento e antecipar movimentos da concorrência entram na Black Friday concentradas exclusivamente na execução.

 

É justamente essa diferença que costuma separar quem participa do evento de quem realmente aproveita seu potencial competitivo.

 

Planejar a Black Friday com antecedência não significa tentar prever exatamente o que acontecerá em novembro. Significa chegar ao período com menos incertezas e decisões mais sustentadas pelo comportamento real do mercado.

Com dados de inteligência da Nubimetrics, vendedores podem acompanhar tendências de demanda, concorrência, preços, sazonalidade e categorias no Mercado Livre para identificar oportunidades e preparar sua estratégia antes que os principais movimentos do mercado estejam consolidados.

 

 

Perguntas frequentes sobre produtos de ticket baixo

 
Quando começar a planejar a Black Friday?

O planejamento da Black Friday pode começar meses antes de novembro.

 

Para operações mais maduras, julho é um bom momento para analisar o histórico da edição anterior, acompanhar tendências de demanda e concorrência, revisar o estoque e testar estratégias de preço e sortimento antes do aumento da disputa no mercado.

Como se preparar para a Black Friday no Mercado Livre?

A preparação envolve analisar o comportamento das categorias, identificar produtos com maior potencial de demanda, acompanhar preços e movimentos da concorrência, planejar estoque e definir quais itens participarão da estratégia promocional.

 

Quanto mais cedo essas decisões forem tomadas, maior o espaço para testar e ajustar a estratégia antes de novembro. 

Como planejar o estoque para a Black Friday?

O planejamento de estoque deve considerar o histórico de vendas, a evolução da demanda, a velocidade de giro dos produtos, a disponibilidade dos fornecedores, a sazonalidade e o comportamento da concorrência. O objetivo é evitar tanto rupturas durante o pico de demanda quanto excesso de estoque após o evento.

O que analisar antes da Black Friday?

Antes da Black Friday, é importante analisar histórico de vendas, tendências de demanda, crescimento das categorias, comportamento dos concorrentes, preços, sortimento, sazonalidade e disponibilidade de estoque.

 

Esses indicadores ajudam a identificar oportunidades e reduzir decisões baseadas apenas em projeções ou intuição.

 

 

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